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Ex-prefeitos lideram lista do TCU


Um total de 177 agentes públicos cearenses teve suas contas consideradas irregulares nos últimos anos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e se tornaram inelegíveis nas próximas eleições. Na listagem divulgada na segunda-feira, o órgão cita 276 contas irregulares, por mau uso do dinheiro da União em convênios do estado e de municípios com entidades federais.

Prefeitos do interior aparecem no topo do ranking. Agora, a listagem será apreciada pelo Ministério Público Eleitoral, que deve impugnar as candidaturas dos gestores condenados para, em seguida, a Justiça Eleitoral se pronunciar sobre a inelegibilidade de cada um no próximo pleito.

O ranking é semelhante ao já apresentado pelo próprio TCU em eleições passadas, como a última disputa municipal. Assim como em 2008, o ex-prefeito de Itatira, Francisco Afonso Machado Botelho (atualmente no DEM), lidera o número de contas irregulares, mas agora com uma quantidade maior de condenações. Suas contas irregulares passaram de 13 para 17.

Problemas técnicos

Segundo o ex-prefeito, as irregularidades se deram a “prestações de contas não efetuadas por problemas administrativos”. “Não tem desvio de recurso ou algo do tipo”, afirmou Afonso. Ele foi prefeito de 1989 a 1992 e de 1996 a 2000, nunca mais concorreu a nenhum cargo eletivo e diz que nem pretende. “Se eu fosse me candidatar, eu teria agilizado isso, mas não tem nenhuma punição mais séria”, disse, ao justificar o fato de ainda não ter buscado solucionar as irregularidades apresentadas pelo TCU.

 O ex-prefeito de Baixio, Armando Quaresma Trigueiro (PDT), aparece com sete contas julgadas irregulares. Em 2008, ele concorreu novamente às eleições municipais, ficando em segundo lugar.

Outros três ex-prefeitos de Caucaia aparecem na lista: Yara Guerra Silva (gestora de 1989 a 1992), José do Carmo da Silva Marinho (1993 a 1996) e José Gerardo Oliveira de Arruda (1997 a 2000). Zé Gerardo, inclusive, foi o primeiro parlamentar brasileiro a ser condenado, em março deste ano, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em todo o Brasil, são 4.922 gestores públicos impedidos de disputar as próximas eleições por apresentarem, ao todo, 7.854 contas irregulares, segundo o TCU. O órgão tem até 5 de julho para apresentar a lista de inelegíveis à Justiça Eleitoral.

Segundo a Lei das Inelegibilidades, tornam-se inelegíveis os agentes públicos que apresentarem em suas contas irregularidades consideradas improbidades administrativas.

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